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Economia
Argentina vai barrar produto brasileiro
DGABC / O Estado - 19/11/2008 08:49:56

País está preocupado com as importações dos setores de metalomecânica e autopeças, mas salvaguarda é difícil

A Argentina se prepara para acionar o Mecanismo de Adaptação Competitiva (MAC) do Mercosul contra as importações e já entregou ao governo brasileiro a lista dos produtos que pretende barrar. Segundo nota da Secretaria da Indústria, "ambos os governos iniciaram o procedimento de regulamentação do MAC", que acionará medidas de salvaguarda e compensações para os setores prejudicados pelas exportações de qualquer um dos dois sócios.

O governo argentino "apresentou uma proposta ao Brasil, que também deverá fazê-lo no próximo encontro bilateral", que poderia ocorrer no âmbito da cúpula do Mercosul, em dezembro, em Salvador. "A Argentina manifestou sua preocupação pelo comportamento de certos setores exportadores brasileiros", diz a nota, citando os setores de metalomecânica, autopeças e outras manufaturas industriais.

"Embora se trate de casos isolados, o Brasil se comprometeu a estudar a situação", diz a nota emitida após a reunião da Comissão Bilateral de Monitoramento do Comércio, realizada ontem, em Buenos Aires.

Mas não foi só a Argentina que reclamou durante a reunião. O Brasil também "manifestou inquietude pela ampliação do regime de licenças não automáticas por parte do governo argentino para os têxteis e televisores". As licenças não automáticas são barreiras que afetam as exportações.

"Os negociadores também decidiram levar para a próxima reunião do Mercosul os requerimentos para o aumento da Tarifa Externa Comum (TEC) para vinhos, pêssegos, laticínios, têxteis, móveis de madeira, produtos da indústria de calçados e outros", afirma a nota.

Foi realizada ainda a primeira reunião da Comissão de Monitoramento do Setor Automotivo entre ambos os países, após o acordo fechado em junho último. Entre julho e outubro, comparado com o mesmo período do ano anterior, as exportações argentinas aumentaram 53%, enquanto as brasileiras, 34,6%.

Pelo acordo automotivo, a paridade é de US$ 1 por R$ 2,50. Para cada US$ 1 que a Argentina importa do Brasil, pode exportar US$ 2,50 livre de impostos, o que representa uma vantagem para os argentinos. A grande preocupação é que 60% de sua produção de automóveis é destinada à exportação e o principal comprador é o Brasil.

A crise tem afetado as vendas, o que levou as montadoras a reduzir a dar férias coletivas. Além disso, estão fechando as fábricas nos finais de semana e um dia durante a semana.

DIFÍCIL

O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Ivan Ramalho, informou que a Argentina não poderá acionar o MAC porque o Brasil ainda não internalizou o mecanismo. Essa omissão provocou ataques dos argentinos durante o encontro de Buenos Aires, na segunda-feira. Desde setembro, a Argentina sinaliza com a aplicação de salvaguardas.

Mas, para o negociadores brasileiros, o ritual das salvaguardas poderá ser iniciado. "Sempre encontramos uma solução para as pendências nos encontros da comissão de Monitoramento", disse Ramalho, que ontem recebeu um relato das conversas.



Argentina barrará produtos produzidos no Brasil

A Argentina se prepara para acionar o MAC (Mecanismo de Adaptação Competitiva) contra as importações brasileiras e já entregou ao governo brasileiro uma lista dos produtos que pretende barrar. Segundo nota divulgada pela Secretaria da Indústria, "ambos os governos iniciaram o procedimento de regulamentação do MAC", que acionará medidas de salvaguardas e compensações para os setores prejudicados pelas exportações de qualquer um dos dois sócios. Para tanto, continua a nota, o governo argentino "apresentou uma proposta ao Brasil, que também deverá fazê-lo no próximo encontro bilateral", que poderia ocorrer no âmbito da cúpula do Mercosul, em dezembro, em Salvador.

"A Argentina manifestou sua preocupação pelo comportamento de certos setores exportadores brasileiros", diz a nota, citando os setores de metalmecânica, autopeças e outras manufaturas industriais. "Embora se trate de casos isolados, o Brasil se comprometeu a estudar a situação", afirmou a nota emitida após a reunião da Comissão Bilateral de Monitoramento do Comércio, realizada ontem, em Buenos Aires.

Mas não foi só a Argentina que reclamou durante a reunião. O Brasil também "manifestou sua inquietude pela ampliação do regime de licenças não-automáticas por parte do governo argentino para os têxteis e televisores". As licenças não-automáticas são barreiras que afetam as exportações. "Os negociadores também decidiram levar para a próxima reunião do Mercosul, os requerimentos para o aumento da Tarifa Externa Comum para vinhos, laticínios, produtos têxteis, móveis, produtos da indústria de calçados e outros", afirma a nota.






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