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Economia
Nove regiões já tem nível de produção industrial superior ao pré-crise
Valor Online - 10/03/2010 11:34:46
A produção das duas principais regiões industriais do Brasil superou, em janeiro, o patamar observado antes do agravamento da crise internacional que atingiu em cheio o setor no país. São Paulo e Rio de Janeiro fecharam o primeiro mês do ano com nível de produção 0,6% superior ao registrado em setembro de 2008. Além disso, Ceará, Bahia, Nordeste, Paraná e Rio de Janeiro registraram os patamares recorde de produção da série histórica, iniciada em 1991. São Paulo apresentou ainda uma alta de 3% na produção frente a dezembro, a maior alta desde os 4,3% de junho de 2008.
No total, nove das 14 regiões analisadas pela Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já estão em nível superior ao de setembro de 2008. O maior descolamento, de 10,6%, é o do Ceará, seguido pelo Paraná, com 9,8%; Goiás, com 8,1%; Espírito Santo, com 6,8% acima de setembro de 2008; Pernambuco, com 4,3%; Nordeste, com 2,5%; Bahia, com 1,6%; Rio de Janeiro, com 0,6%, e São Paulo, com 0,6%.
O gerente de análise e estatísticas derivadas do IBGE, André Macedo, ressaltou que nos casos da indústria do Nordeste - que agrega os parques industriais dos estados em que a produção não supera 1% do total nacional -, e da Bahia, Ceará e Pernambuco se beneficiaram da força de segmentos industriais voltados para o mercado interno, como bebidas, alimentos e perfumaria.
" Certamente os setores que são voltados para o mercado interno explicam esse saldo positivo nestes locais e também, muito possivelmente, ajudam a explicar resultados positivos de São Paulo, que é o parque industrial mais diversificado do país, e também do Rio de Janeiro " , frisou Macedo. " No Rio de Janeiro, além da predominância de segmentos voltados para o mercado interno, tem ainda o setor extrativo, a indústria de petróleo especificamente, que também ajuda a entender esse saldo positivo frente ao patamar de setembro de 2008 " , acrescentou.
O técnico do IBGE lembrou ainda que Goiás se beneficiou do avanço da categoria de bens intermediários, além da força da indústria farmacêutica local, enquanto o Espírito Santo conseguiu uma forte recuperação baseada também nos bens intermediários, com extração mineral e metalurgia. Entre setembro e dezembro de 2008, a indústria capixaba havia levado um tombo de 27,3%.
Entre as regiões que ainda não recuperaram o patamar de setembro de 2008, Minas Gerais é a que apresenta a maior queda, com nível de produção 9% inferior ao do último mês anterior à crise. O saldo negativo permanece apesar da alta de 29% desde dezembro de 2008, que inferior apenas aos 47% de crescimento do Espírito Santo. Macedo explica que Minas teve a maior queda entre setembro e dezembro de 2008, com baixa de 29,4%, uma vez que o estado é forte nas indústrias automobilística, metalúrgica e extrativa mineral, justamente as mais afetadas pela turbulência econômica.
Apesar de não recuperar o nível pré-crise, Minas Gerais mostra avanços em diversos setores, mais notadamente o de máquinas e equipamentos, que subiu, em janeiro, 227,2% em relação a igual mês do ano passado, puxado pelos bens de capital para construção e pelos eletroportáteis.
Já Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que estão, respectivamente, 3,8% e 1,1% abaixo de setembro de 2008, sofrem os impactos da agricultura, uma vez que são grandes produtores de bens de capital para uso no campo.
Produção industrial sobe em 13 das 14 regiões pesquisadas, diz IBGE
A produção industrial subiu em 13 das 14 regiões pesquisadas em janeiro e um ficou estável, na comparação com o mês anterior, informou nesta quarta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na média nacional, a indústria apresentou avanço de 1,1% na mesma base de comparação.
As principais altas foram verificadas em Espírito Santo (5,6%), Ceará (5,4%), Pernambuco (5,4%), Paraná (4%) e Nordeste (3,7%). Ainda houve crescimento acima da média nacional nas produções do Rio Grande do Sul (3,2%), São Paulo e Pará (3%), Bahia (2,5%), Goiás (2,2%) e Minas Gerais (1,7%).
Ao mesmo tempo, a única região que indicou estabilidade foi o Amazonas.
Na comparação com janeiro de 2009, a atividade industrial subiu em todas as 14 regiões analisadas. Na média nacional, a indústria teve alta de 16% na mesma relação.
Nesse sentido, os principais avanços foram notadas no Espírito Santo (48,5%), Amazonas (33,9%), Minas Gerais (28,8%), Bahia (23,6%), Rio Grande do Sul (20,9%), Goiás (19,8%) e Ceará (16,7%).
Desempenho da indústria do ES destaca-se em janeiro
A produção industrial do Espírito Santo aumentou 5,6% em janeiro, em relação a um mês antes, ficando bem acima da média nacional no período, de 1,1% de alta, na série com ajuste sazonal. A informação consta da Pesquisa Industrial Mensal Regional, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No primeiro do mês deste ano, sobressaíram ainda a atividade fabril no Ceará e aquela em Pernambuco, com crescimento de 5,4% cada. No último caso, o resultado de janeiro representou uma mudança de rumo em relação ao fim de 2009, quando a produção industrial pernambucana declinou 2,5%.
As indústrias de São Paulo e Pará também verificaram taxa mensal idêntica de expansão da produção, de 3%. Vale notar que, de dezembro de 2009 para janeiro de 2010, dos 14 locais investigados pelo IBGE, 13 apuraram crescimento na atividade fabril. No Amazonas, a indústria apresentou estabilidade.
Levando em conta o comparativo com janeiro de 2009, houve crescimento generalizado nas áreas analisadas pelo organismo. Com forte avanço e acima da média nacional (16%), apareceram Espírito Santo (48,5%), Amazonas (33,9%), Minas Gerais (28,8%), Bahia (23,6%) e Rio Grande do Sul (20,9%).
Ainda com dois dígitos de avanço na produção industrial, ficaram Goiás (19,8%), Ceará (16,7%), São Paulo (15,6%), região Nordeste (11,5%), Rio de Janeiro (10,7%) e Paraná (10,4%). Em Santa Catarina, a indústria verificou ampliação de 7,9% na atividade e, no Pará, de 5,8%. Em Pernambuco, a produção industrial subiu 1,2% no início de 2010, em relação a um ano antes.
Sobre o desempenho da indústria capixaba na base anual, a expansão de 48,5% foi a maior desde o início da série do IBGE. Já a alta de 33,9% apurada pela indústria amazonense implicou "a maior marca no confronto com igual mês do ano anterior desde abril de 2004", conforme o instituto.
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